Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta terça-feira! Investing.com

Por Geoffrey Smith


Investing.com - O iuan chinês atinge maior patamar em 16 meses após fortes dados econômicos que também sustentaram os preços do petróleo e do cobre. O Fed inicia reunião de política monetária de dois dias enquanto os EUA publicam os dados de produção industrial de agosto.

As ações devem estender os ganhos recentes, ajudadas pelo burburinho em torno de alguns IPOs de tecnologia. E o furacão Sally provavelmente poupará o complexo de refino do Golfo.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na terça-feira, 15 de setembro.

1. China ruge de volta; iuan atinge maior alta em 16 meses

A economia da China continuou a se recuperar da pandemia de coronavírus, com uma série de dados importantes para agosto saindo acima das expectativas.

As vendas no varejo voltaram a crescer em termos anuais pela primeira vez desde o início da pandemia, aumentando 0,5% com a reabertura dos cinemas e outros locais de entretenimento. O crescimento da produção industrial acelerou para 5,6% no ano, de 4,8% em julho, enquanto o investimento em ativos fixos, tipicamente o motor do crescimento chinês, melhorou para uma queda de apenas 0,5% no ano.

Os dados enviaram o iuan chinês ao seu nível mais alto em relação ao dólar em 16 meses, enquanto o índice de ações CSI 300 subiu 0,8% e o índice de ações de crescimento ChiNext subiu 0,9%. Os futuros do cobre também permaneceram fortes, em torno de US$ 3,07 a libra.

2. Produção industrial dos EUA esperada enquanto o Fed começa a se reunir

Os EUA também publicarão seus números de produção industrial para agosto, às 10h15 (horário de Brasília). Os analistas esperam um aumento de 1% no mês, enquanto a taxa anual deve melhorar apenas modestamente de uma queda de 8,2% até julho.

Além disso, haverá o índice Empire State Manufacturing às 9h30 e a atualização regular do Redbook Research às 9h55.

Os números vêm no momento em que o Federal Reserve inicia sua reunião regular de política de dois dias. Nenhuma mudança nas principais ferramentas de política é esperada, embora haja a incerteza usual na conferência de imprensa do presidente Jerome Powell para qualquer mudança em sua linguagem de orientação futura.

Os dados econômicos da Europa durante a noite também foram encorajadores, com o índice de sentimento ZEW da Alemanha - o primeiro dos grandes indicadores de sentimento a ser divulgado - desafiando as expectativas de uma queda, graças a uma melhora acentuada na avaliação das condições atuais.

3. Ações devem abrir em alta; Fedex e Adobe divulgam resultados

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em alta, estendendo os ganhos acentuados de segunda-feira, apoiados pela convicção de que a narrativa de crescimento que sustenta as ações de tecnologia ainda está intacta e que os dados técnicos do mercado ainda estão saudáveis.

Às 8h40, o contrato futuro de Dow 30 subia 192 pontos, ou 0,7%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 subia 0,8% e o contrato futuro de Nasdaq, 1,1%

As ações em foco mais tarde provavelmente incluirão a Oracle (NYSE:ORCL), cujo acordo com a TikTok enfrentará uma rigorosa revisão de segurança dos EUA. Além disso, haverá publicação de ganhos após o fechamento de Adobe e Fedex.

4. Agitação nos IPOs de tecnologia apoiam sentimento

A confiança em torno das ações de tecnologia está sendo ilustrada pelo curso de dois IPOs ansiosamente esperados.

A Snowflake aumentou sua faixa indicativa de IPO na segunda-feira para US$ 100 - US$ 110 por ação, bem acima dos iniciais US$ 75 - US$ 85, avaliando a empresa de dados em nuvem de US$ 30 bilhões. A Berkshire Hathaway e a Salesforce Ventures deverão investir grandes quantias na empresa por meio do processo.

A empresa de software JFrog também aumentou sua faixa para US$ 39 - US$ 41 por ação, de US$ 33 - US$ 37 anteriormente. No limite superior de sua nova gama, JFrog seria avaliada em US$ 3,8 bilhões.

Ambas as negociações serão cotadas no final da terça-feira e começarão a ser negociadas na quarta-feira.

5. Petróleo se recupera com base em dados da China e desconsidera relatório da IEA

Os futuros do petróleo bruto recuperaram algum ímpeto, à medida que os dados econômicos chineses ajudaram a afastar ainda mais a tristeza do relatório mensal da Agência Internacional de Energia. A IEA juntou-se à Opep e reduziu sua previsão para o consumo de petróleo este ano em mais 300.000 barris por dia.

Por volta das 8h40, os futuros do petróleo dos EUA subiam 1,4%, a US$ 37,80 o barril, enquanto os futuros de Brent subiam 1,1% a US$ 40,05.

Notícias sugeriram que as operações das refinarias chinesas permaneceram fortes em agosto, mas observaram que podem estar servindo apenas para substituir os estoques de petróleo bruto por estoques de produtos refinados.

Em outros lugares, o risco de nova interrupção da produção no Golfo do México pareceu diminuir à medida que a tempestade Sally foi rebaixada para um furacão de categoria 1. Espera-se que chegue à terra entre Nova Orleans e o pântano da Flórida, bem longe do complexo de refino do Golfo.

Fonte: Investing.com

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