Fique por dentro das 5 princiais notícias do mercado desta segunda-feira! - Investing.com

1. China injeta estímulo enquanto a recuperação falha

Os mercados de ações da China subiram depois que o banco central injetou cerca de US$ 100 bilhões em liquidez em seu mercado financeiro por meio de uma linha de crédito de 12 meses.

O acréscimo de liquidez é menor do que o número anunciado, uma vez que cerca de três quartos do montante substituirão os empréstimos aos bancos comerciais que devem ser pagos nos próximos 10 dias.

Os participantes do mercado interpretaram a mudança como um sinal de que o Banco Popular da China está preparado para flexibilizar ainda mais a política caso a recuperação econômica seja lenta.

Os dados publicados na semana passada mostraram que a economia da China desacelerou em julho, com o crescimento da produção industrial em menor ritmo e as vendas no varejo ainda abaixo dos níveis do ano anterior.


2. EUA e China descartam revisão potencialmente embaraçosa do acordo comercial

As ações chinesas nos EUA permanecem sob pressão depois que o presidente Donald Trump disse durante sua coletiva de imprensa no sábado que está "procurando" novas medidas contra a China. Os ADRs do Alibaba caíam 0,38% no pré-mercado.

No fim de semana, os EUA e a China adiaram as negociações sobre a revisão da implementação de seu acordo comercial de "fase 1". As compras chinesas de produtos norte-americanos totalizaram apenas metade do que foi prometido no acordo de janeiro, devido não apenas à pandemia, que, pelo menos temporariamente, colocou a demanda chinesa por petróleo, gás natural liquefeito e produtos agrícolas em uma trajetória de queda.


3. Ações devem abrir em alta; Índice NAHB é esperado

As ações dos EUA devem abrir ligeiramente em alta, com poucos impulsionadores claros, exceto - talvez - alívio pelos EUA evitarem ter que reconhecer a não observação do acordo comercial EUA-China. Isso poupa o governo de seguir em frente com suas ameaças de tarifas mais prejudiciais economicamente antes das eleições de novembro.

Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do Dow 30 subia 67 pontos, ou 0,2%, enquanto o contrato futuro S&P 500 subia 0,3% e o contrato Nasdaq 100 futuros subia 0,7%.

Ao mesmo tempo, o indicador de volatilidade monitorado de perto, o contrato futuro de VIX, caiu para o seu nível mais baixo desde o início da pandemia em março.

A temporada de balanços está terminando e, com 90% das empresas do S&P 500 tendo divulgado seus resultados, os lucros caíram em média 53% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas caíram 11%. Os números ressaltam o quanto a alta do verão é devida ao estímulo massivo do Federal Reserve e do governo federal. O primeiro, em particular, permitiu que analistas de ações baseassem suas avaliações na suposição de dinheiro quase de graça de um futuro distante. O indicador de preço da casa NAHB às 11h é o único grande dado econômico esperado.


4. Lukashenko fala duro depois de garantir apoio russo

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse aos manifestantes que eles teriam que matá-lo para conseguir novas eleições, um dia após o país do Leste Europeu testemunhar sua maior manifestação exigindo sua renúncia.

Os comentários de Lukashenko foram feitos após um telefonema no fim de semana com Vladimir Putin, presidente do aliado mais poderoso e maior credor de Belarus. Os dois lados ofereceram versões diferentes da conversa, com Belarus dizendo que a Rússia havia prometido assistência militar para manter Lukashenko no poder (o Kremlin o reconheceu como o legítimo vencedor das eleições do fim de semana passado). O Kremlin, por sua vez, apenas reconheceu a afirmação de Belarus da presença de "fatores externos" com o objetivo de desestabilizar o país.

Os ministros das Relações Exteriores da UE, que se recusaram a reconhecer os resultados das eleições em uma reunião na sexta-feira, convocaram outra reunião de emergência para quarta-feira. Polônia e Rússia, dois países que fazem fronteira com Belarus, foram dois dos mercados europeus com pior desempenho na segunda-feira, perdendo 0,9% e 0,3%, respectivamente.


5. Preços do petróleo caíam desde as máximas de cinco meses

Os preços do petróleo bruto caíam depois de atingir novas máximas pós-pandemia no fim de semana em resposta às mais recentes medidas de estímulo da China.

Os preços foram apoiados por sinais de um declínio adicional na perfuração nos EUA, já que a contagem de sondas da Baker Hughes nos EUA caiu mais 4 para uma nova mínima de vários anos de 172.

Algo que compensou isso foi outra queda no número de fundos de hedge dispostos a apostar em preços mais altos. As posições compradas especulativas líquidas em petróleo caíram em 16.000 contratos na semana passada, de acordo com os dados da CFTC.

Às 8h50, os futuros do petróleo dos EUA caíam 0,2%, a US$ 41,93 por barril, enquanto o benchmark internacional Brent caía 0,3% para US$ 44,66 por barril.

Fonte: Investing.com


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